quarta-feira, 20 de julho de 2011

Direitos LGBT - Hipocrisia no poder - Violência Gratuita

É absolutamente revoltante ver o governo Dilma que nas campanhas eleitorais ecoava aos quatro cantos do Brasil que governaria para “todas as brasileiras e brasileiros”, ignorando a violência gratuita e atos preconceituosos contra homossexuais.


   Vai ver deixamos de ser brasileiros por sermos homossexuais não vejo outra explicação. Ou pode ser descaso puro, o que combina muito com os políticos desse país!

   Ano passado vimos vários ataques a homossexuais pelo Brasil com destaque para os de São Paulo que são muito freqüentes inclusive.  Esse tipo de violência gratuita tem acontecido por todo o país, não só agressão física, mas também verbal.

   É irônico ver os políticos Bolssonaros e Crivellas da vida, dizerem que não é justo alterar ou criar novas leis de proteção (leis anti-homofobia) a favor de quem é homossexual porque estariam assim dando mais proteção a um grupo especifico de pessoas, que isso seria injustiça.

   É fácil falar isso, ambos, Bolssonaro e Crivella são brancos, cristãos e heterossexuais, e têm mais, ambos tem mandatos, um na câmara de deputados e o outro no senado federal, ou seja, ambos não sofrem com nenhum tipo de discriminação, pois fazem parte da maioria além de formular leis que dão direitos ou proteção a minorias ou a quem precisa dela.

   Ainda temos para dar uma mão uma presidenta omissa, que dizia que governaria para todos e que não toma atitude nenhuma para melhorar esse quadro no país. 

   Já falei em outros posts sobre esse tema, que os políticos são omissos ou mesmo homofóbicos assumidos como Bolssonaro. Isso acontece em Brasília mais especificamente no senado e na câmara de deputados porque a frente evangélica é maioria e diz que existem leis de proteção contra agressão física e discriminação que são suficientes para proteger todos os brasileiros inclusive os homossexuais. 

   Fazem isso porque tentam se defender de uma possível mordaça, como chamam a lei contra homofobia e ficam dificultando a votação e aprovação desse texto.

   Mas se as leis atuais fossem suficientes para parar os crimes de homofobia, não aconteceriam tantos ataques violentos, homicídios e discriminação contra homossexuais. O cenário é tão hostil para quem é gay que só faz aumentar o índice de suicídios entre jovens homossexuais.


   Sabendo que as leis não são suficientes para dar a devida segurança a quem é homossexual quero fazer uma comparação. 


   Lembram-se como foi o caso da lei contra crimes de raça ou cor? Hoje em dia eu que sou mestiço (mulato) ainda vejo discriminação por grande parte da população com quem é negro ou mestiço, detalhe há uma lei que pune quem pratica crime de raça ou cor imagina se essa lei não existisse. E a 60 ou 70 anos atrás a coisa era muito pior quanto a esse tipo de discriminação e a única coisa que melhorou a situação foi a Lei Nº 7.716.

   Então se fossemos pensar como os políticos que defendem os tais direitos iguais teríamos que acabar com a lei contra discriminação de raça ou cor, uma vez que a mesma foi aprovada depois de muita luta do povo negro por igualdade, por respeito. Ou seja, uma lei aprovada para assegurar e igualar os direitos de quem é negro, mestiço ou de outra raça a quem é branco.

   O que os políticos sabem e fingem que não é que pessoas são diferentes, e que “algumas tem que ter proteção diferenciada por estarem mais sujeitas a discriminação e ataques violentos do que outras”.

   Como eu disse se você é branco, cristão e heterossexual você não teme nada, porque você faz parte da maioria ninguém irá persegui-lo por isso, mas “existem pessoas que são diferentes de você e tem que ser protegidas” de pessoas que não as respeitam como é o caso de fanáticos religiosos desqualificam ou homofóbicos assumidos que saem para se divertir espancando quem é homossexual.

   Então senhores deputados e senadores parem com a hipocrisia e façam o que foram eleitos para fazer, trabalhar a favor do povo, do povo todo e não de um grupo que vocês julgam correto por ter orientação sexual e religião igual a sua. 

   O fato de eu ou o seu vizinho ser gay não muda nada na sua vida, você não perde nada com isso, se a lei trabalhar para proteger quem é gay da discriminação e violência, você não perde nada sendo heterossexual.  – Foram mais ou menos essas as palavras de um dos ministros do STF ao votar a favor da união estável homoafetiva.

   Escrevi este post apos ler o seguinte texto na folha de São Paulo - Pai e filho são agredidos após serem confundidos com casal gay.  Olha a gravidade, essas pessoas saem simplesmente atacando quem eles julgam ser gay. Gay não gay não deve ser agredido, mas ficou claro que era um ato homofóbico.  Leiao texto na integra aqui.


Abraço, Mr. FG

sábado, 16 de julho de 2011

Seja você mesmo sempre

   A sociedade em que vivemos hoje, com seus pontos positivos e negativos é resultado de milhares de fatos históricos acumulados ao longo de mais ou menos 2000 anos (que são contados depois do nascimento de cristo, novidade né?).  Esses fatos históricos que foram deixados pelos que vieram antes de nós de certa forma nos guiam, e não estou falando especificamente da bíblia.
   Podemos ver isso em tradições de famílias, datas comemoradas há décadas, séculos e a mais de mil anos. Pois bem, todo esse apanhado de informação, costumes e tradições de certa forma definem o funcionamento da sociedade atual. Não só no Brasil ou na America latina, mas no mundo, digo isso por que até os países orientais são afetados por esses comportamentos e também nos influenciam de certa forma com seus costumes etc.


   Comparando a evolução da ciência e da tecnologia o índice de desenvolvimento humano é pequeno. E não estou falando economicamente ou socialmente, mas também da melhora do convívio dos humanos entre seus semelhantes. A cada ano que passa as coisas estão cada vez piores, violência, desigualdade social, desrespeito a dignidade da humana e sobretudo o preconceito, são os grandes males sociedade contemporânea. Vou me ater aqui ao ultimo, o preconceito.
 
   É triste o que a falta de instrução de qualidade (ensino fundamental e médio) e crenças antigas podem fazer com um povo. Em pleno século XXI, há pessoas que acreditam que descendentes de povos africanos deveriam ser escravizados, assim como seus ancestrais o foram. Outras acreditam que tem o direito de interferir na intimidade e afetividade alheia, e atacam de todas as formas a sexualidade diversa. Inclusive criou-se ao longo do tempo um sentimento de repudio e combate a homossexualidade que mais parece o próprio fascismo.
   
   É isso o que acontece com a população em geral hoje, foram condicionados de certa forma que nem param para avaliar o que estão dizendo e causam danos reais na vida de muitas pessoas e sequer se dão conta. 

  Mas o pior mesmo são as generalizações, a maior parte do povo acha que todo gay é um carro alegórico ou que é promiscuo (referencia aos travestis que se prostituem) ou mesmo que todo gay quer mudar de sexo.
   Na infância o menino é ensinado a jogar bola, empinar pipa e jogar peca (futebol referencia a esporte masculino que sugere como um menino deve se portar). A menina aprende brincar de casinha e com bonecas (brincadeiras totalmente dedicadas a criar donas de casas e mães de família). Ou seja, desde pequenos somos condicionados a um tipo de comportamento que se julga o correto ou “normal”.  Todos que não seguem esse comportamento já na infância sofrem muito na escola mesmo. 

   Durante a adolescência em muitos casos se afastam das pessoas por causa do que acontecia na infância, e assim por diante (foi o meu caso). O fato de isolar-se só faz aumentar o preconceito. Mas várias pessoas irão dizer que têm o direito de querer se defender de agressões etc. Concordo tem o direito sim, mas quando você se isola e esconde uma característica que lhe é natural, que deveria fazer parte da sua identidade, você ajuda a aumentar o preconceito já que você mesmo não aceita e não mostra aos outros que isso é “natural”.

   Isso acontece como falei a cima por causa de  um acumulado de fatos históricos e crendices e convenções burras. Não sei se vocês sabem o que é uma convenção. Convenção é um acordo entre membros de um grupo sobre alguma coisa, para explicar de uma forma mais simplificada. Posso citar algumas convenções burras, negros são inferiores a brancos, mulheres não têm a mesma capacidade para votar que homens etc. Por exemplo, que você foi ensinado desde pequeno que se deve sempre andar de roupa, ao chegar a uma tribo indígena você irá achar errado tirar a roupa.

   Para concluir, existe uma diferença bem grande entre normal e o que é natural. Normal vem de norma, é uma coisa que segundo uma convenção é normal. Se vivermos em uma sociedade heterossexual o considerado normal será ser heterossexual. Mas isso é uma norma, é uma convenção não significa que isso seja natural a todos ou que seja uma verdade absoluta.
   Os religiosos dirão que é pecado ser homossexual, mais uma vez, a religião também é um tipo de convenção logo não significa que seja natural ou uma verdade absoluta. Mas quem quer tem todo o direito de acreditar em qualquer coisa. Mas o seu direito acaba ai, ninguém tem o direito de decidir sobre como outra pessoa deve agir ou viver.
   Então meu pedido a todos é: parem de se esconder, parem de dizer que não devem satisfações a ninguém, parem de fazer o preconceito aumentar com esses comportamentos.
   Faz-se necessário que ajamos como nascemos, homossexuais, isso nos é natural e só assim com o tempo as outras pessoas irão entender e passar a encarar com naturalidade a homossexualidade.
Lembre-se: Ser homossexual é natural, seja você mesmo.

Mr. FG

domingo, 3 de julho de 2011

De repente, Califórnia (Shelter)

   Segue a baixo o resumo do filme Shelter e em seguida o trailer.
Recomendo a todos os gays e não gays, filme lindo que mostra como é o amor entre pessoas do mesmo sexo (não há nada de anormal), para mim é o melhor filme com tema G que já foi feito. Caso conheçam um melhor comentem no post. Abraço.

Resumo retirado de Wikipédia
Forçado a desistir do sonho de entrar para uma prestigiada escola de arte, a fim de cuidar da sua família, Zach (Trevor Wright) habitua-se a uma vida onde omite as suas próprias necessidades em favor de cuidar de sua irmã mais velha, Jeanne (Tina Holmes) e o seu sobrinho, Cody que o considera um verdadeiro pai. Quando o irmão mais velho do seu melhor amigo, Shaun (Brad Rowe), regressa a casa para procurar inspiração para um novo livro, Shaun e Zach acabam por desenvolver uma grande amizade. Apesar de namorar com a jovem Tori (Katie Walder). Zach aos poucos deixa-se relacionar emocionalmente com o escritor que não esconde o fato de gostar muito dele. E apesar de sentir-se atraído por Shaun, Zach vai estar cheio de dúvidas e terá receios de enfrentar a sua verdadeira identidade, a sua família e amigos. Quando finalmente o jovem assume os seus sentimentos, eis que irá surgir outro dilema na sua vida deixando-lhe a pensar naquilo que é mais importante para si, se o amor e os estudos ou se a sua família.